quarta-feira, 21 de julho de 2021

SATUÁRIO DA CARAÇA E CACHOEIRA DA CASCATONA

O Santuário do Caraça é uma das maravilhas da Estrada Real. Localizado na Cidade de Catas Altas a 120 km de Belo Horizonte, seguindo pela MG 436 via Barão de Cocais. É hoje Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e de MonumentoNatural de Minas Gerais.

Toda uma história cerca este Santuário que recebe por ano mais de 70 mil turistas, podendo inclusive se hospedar no santuário.

Com 240 anos de existência, foi fundado pelo Irmão Lourenço em 1768 inicalmente como um hospício, depois Seminário e colégio. De 1912 a 1968, cumpriu o Caraça a nobre missão de preparar futuros padres para a congregação da Missão e um grande número de cidadãos para a sociedade brasileira. D. Joâo VI outorgou ao Caraça o título de "CASA REAL DE NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS, nome hoje da igreja ali presente.



Em 28de maio de 1968 sofreu um grande incêndio, danificando grande parte do Santuário, ficando apenas em ruínas.

Inserido na Serra do Caraça onde o maravilhoso cenário de biodiversidade, cachoeiras, grutas e muitos animais da fauna brasileira. Desde o século 19 estudiosos e cientistas peregrinam pelo Caraça com o objetivo de levantar sistematicamente a riqueza dos minerais, da fauna e flora e outras extraordinárias realidades do Caraça. Integra duas das importantes reservas da biosfera existentes no Brasil: a Mata Atlântica e a da Cadeia do Espinhaço- Sul e áreas de transição com o cerrado.

Um passeio ao Santuário do Caraça é por si uma aventura no passado inserido em uma meio ambiente incrível que impressiona a todos que ali visitam.





Dependendo das chuvas o Caraça pode apresentar pelo menos umas 40 quedas de água. 

Foi assim que Na Trilha Certa juntamente com Trekking Poxa se aventuraram em conhecer uma das mais procuradas cachoeiras do Caraça, a cachoeira da Cascatona.

Chegamos ao santuário por volta das 8h do dia 27 de junho de 2021. 


Nos dirigimos para o centro do visitante onde pudemos assistir um vídeo sobre o Santuário. Existe uma grande infraestrutura com banheiros, lanchonete, Museu. Tudo muito limpo e organizado.




A princípio tiramos algumas fotos pelo Santuário, nas ruínas, igreja, jardins e todo o entorno. 





Em seguida seguimos para a trilha que nos levaria à Cachoeira da Cascatona.

A trilha aparentemente tranquila, na maior parte encoberta por árvores oriundas de Mata Atlântica intercalando alguns trechos com o cerrado. 






Já no caminho podia-se visualizar os 7 picos do Caraça.

Chegando já na cachoeira, nos deparamos com uma estrutura de escadas. São 265 degraus, mas que não nos desanimou nem um pouco.


Após a descida da escada já chegamos à bela Cascatona. Duas quedas majestosas e volumosas devido a toda as águas do rio Caraça. Uma gigante encantadora. No entorno um belíssimo cenário de serras e vegetação.

Ficamos ali observando e tirando fotos. 




Uma enorme curiosidade tomou-me em chegar um pouco mais alto e assim resolvi a me atrever a subir até à primeira queda da Castatona. Confesso que não foi fácil devido a necessidade de escalar quase as rochas que levam ao alto. A vista de cima foi ainda mais encantadora que compensou minha audácia. 



Após duas horas por ali começamos o retorno ao Santuário e logo em seguida nosso retorno à Belo Horizonte, fazendo apenas uma parada para jantar. 

É importante salientar que a permanência no Santuário deve ser apenas até às 17 h.




O Caraça é muito mais que um passeio ao Santuário. Ele é um excepcional pela antiguidade  de suas montanhas, por sua riquíssima biodiversidade, pela variedade dos atrativos turísticos, pela paisagem sem igual da Caraça, pela profundidade de suas grutas quartzíticas, pela qualidade e abundância de suas águas, pela conservação de sua natureza.


Quem visita o Santuário do Caraça vai embora levando na memória uma parte de nosso patrimônio mineiro e que jamais, por mais tempo que passe, jamais esquecerá de tamanha emoção de seus momentos por ali.



Meus agradecimentos ao Alex do Trekking Poxa pela organização de nossa estadia no Santuário e todo o grupo pela companhia.



ATÉ A PRÓXIMA AVENTURA

Informações: Santuário do Caraça
www.santuariodocaraca.com.br
centraldereservas@santuariodocaraca.com.br
Caixa Postal 12- cep 35960 000- |Santa Bárbara- MG
Tel: 31 3837 1939/ 98978 3179/98978 3180
Horário de visitação: Entrada a partir das 8h até às 15:30h
Permanência no Santuário do Caraça até às 17h




quinta-feira, 1 de abril de 2021

segunda-feira, 15 de março de 2021

CIRCUITO DAS CAVERNAS e VÉU DA NOIVA EM CHAPADA DOS GUIMARÃES/MT

 A Chapada dos Guimarães no Mato Grosso foi o destino escolhido pela Na trilha Certa aventurar neste mês de janeiro. Tivemos várias atrações, nas quais serão relatadas separadamente. 

Neste relato vou me atentar a falar das cavernas da Chapada, um dos mais belos circuitos muito procurado para quem deseja visitar a Chapada.

Chegamos a Cuiabá no dia 06 de Janeiro e nosso destino seria a 60 km da capital, a cidade de Chapada, que leva este nome em vista de estar inserido na região o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

Para isso, alugamos um carro pois, depois de Chapada seguiríamos para outra cidade, mais especificamente  Vila de Bom Jardim, distrito de Nobres/MT.

Para chegar até Chapada, segue-se pela Rodovia Emanuel Pinheiro MT-251.


Assim que chegamos, seguimos para o Parque Nacional Chapada dos Guimarães para visualizar um dos cenários mais lindos do parque: a cachoeira Véu da Noiva. Aproveitar cada minuto na Chapada é importante devido às inúmeras atrações do local. 
As cavernas seriam nosso destino no dia seguinte.

O parque encontra-se com a maioria das atrações fechadas para visitação devido à pandemia do coronavírus, mas pudemos chegar até o Véu da Noiva com segurança.

Para acessar o mirante do Véu de Noiva, não é preciso agendar, o parque está aberto de 10 às 16h, com entrada gratuita.

A trilha até o mirante é de aproximadamente 600 m de fácil acesso.

Formada pelas águas do Córrego Coxipozinho, a cachoeira de 86 metros de altura é cercada por paredão de arenito num vale em forma de ferradura. Nele podem ser encontrados ninhos de araras vermelhas, que voam pelo vale e emocionam os turistas. Não é possível acessar a parte de baixo da cachoeira devido ao perigo das pedras de arenito que soltam e despencarem do alto.



No dia seguinte, lá fomos nós para a visita às Cavernas da Chapada.

O caminho até à sede das cavernas são 34 km pela MT 251, sendo 12 km de estrada de terra muito boa e bem sinalizada. É importante falar que a entrada para as

cavernas (uma propriedade privada) só é possível com  condutor interno ou condutor de turismo da cidade. No nosso caso contratamos o guia interno da propriedade. Horário de visita todos os dias de 8 às 13 h.

Seguimos por volta das 9 h para uma trilha de 6 km passando pelas atrações do lugar. É necessário o uso de perneira como precaução  fornecido pela propriedade. Pode-se retornar à pé ou de ônibus. Têm ainda a opção de fazer apenas de ônibus ou mesmo retornar à pé, num total de 12 km. 

Nosso guia Tião das cavernas nos conduziu pela trilha explicando a origem das rochas e mostrando a vegetação típica de cerrado.

Logo nos deparamos com a ponte de pedra. Uma atração na região. Esta ponte se formou a milhares de anos com a força da água que provavelmente um dia passou por lá. Dela avistamos os paredões da chapada.






Seguimos agora por mata a dentro onde nos deparamos com pontes, córregos de águas cristalinas e mata fresca.


Não muito longe chegamos à nossa primeira Caverna, a Aroe Jari, nome indígena que significa Morada das almas. É a maior caverna de arenito do Brasil com 1.550 metros de extensão. Totalmente escura nos adentramos com lanternas por 700 metros adentro. Isso só foi possível devido à caverna estar seca nesta época do ano.




Saindo da caverna e continuando o caminho nos deparamos com a Gruta da Lagoa Azul. Esta não é possível entrar, apenas apreciar suas águas extremamente transparente de tom azulado, principalmente quando os raios de Sol alcançam suas águas.





A próxima caverna é a Kiogo Brado que significa Ninhos das Aves. Uma caverna não tão profunda mas de paredes altas e muito belas onde os pássaros fazem seus ninhos.


Continuando para a última caverna nos deparamos com a pedra do equilíbrio, onde por três pontos elas se equilibram, uma na outra. Seus pontos de contato entre as duas grandes rochas significam: poder, sabedoria e força.

A última caverna, Pabo Jari, que significa Morada das águas é uma caverna não tão profunda, mas que trás boas energias, paz e positividades para aqueles que se adentram por ela. Muito escura também, necessitando assim de lanternas.

Após percorrer o circuito das Cavernas, seguimos para o ponto de encontro com o ônibus que nos levaria ao início da sede. Pelo caminho paramos para fotos no mirante para visualizar os paredões da Chapada. Muito lindo mesmo!

De volta à sede, almoçamos, já previamente reservado e como última atração, a cachoeira do Relógio, onde pudemos nos banhar antes do retorno à Chapada.

De volta pela estrada, paramos para apreciar a plantação de soja que toma conta de toda a planície a perder de vista com a presença de Emas dando um toque mais especial ao cenário extremamente verde.

Um passeio imperdível, o circuito das cavernas é uma das principais atrações e que nos impressionou bastante.

 Agradeço aqui ao nosso guia Tião da caverna que com tanta dedicação e simpatia nos conduziu de forma tranquila e segura. 




ATÉ A PRÓXIMA AVENTURA!!